Bird strike: entenda risco de aviões baterem em urubus em Goiânia

  • 23/06/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça determina que prefeitura apresente plano para afastar urubus do aeroporto Na aviação, a colisão de aeronaves com pássaros durante a decolagem, pouso ou durante o voo é chamada de bird strike. Em Goiânia, os urubus que sobrevoam o Aterro Sanitário causam riscos para as aeronaves no Aeroporto Internacional Santa Genoveva e no Aeródromo Nacional de Aviação, segundo a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), que move uma ação contra o município (veja o vídeo acima). O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Goiânia para um posicionamento e aguarda retorno. De acordo com a TV Anhanguera, os pássaros sobrevoam o céu constantemente perto do aeroporto e do aeroclube. Segundo o piloto Luíz Antônio Vieira, às vezes os animais formam “nuvens” tamanha a quantidade de aves. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp “Os urubus ficam de 6 a 7 mil pés para baixo. Exatamente no momento de aproximação final para o pouso ou logo após a decolagem”, explicou. Entenda o que é bird strike e os riscos em Goiânia, Goiás José Cruz/Agência Brasil O risco de acidentes aéreos é um dos tópicos da ação civil pública movida pela Abrema, que também destaca os impactos ambientais no solo, na água e no ar decorrentes da operação do aterro. Segundo o documento, o aterro está localizado a cerca de 2 km do aeródromo, ou seja, dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA). Incidentes aéreos envolvendo quase-colisões entre aves e aeronaves em aproximação ocorrem diariamente, segundo a Abrema. LEIA TAMBÉM: Comurg prevê gastar R$ 151 mil em foguetes para espantar urubus em aterro de Goiânia Aterro sanitário de Goiânia: entenda por que Justiça voltou a considerar local ilegal VÍDEO: Lixão desaba em área de preservação permanente em Goiás Riscos Aterro Sanitário de Goiânia Wildes Barbosa/O Popular De acordo com André Galvão, superintendente executivo da Abrema, a maior parte dos incidentes é de avistamento ou aproximação de aves. No caso de colisões, ele afirma que os problemas vão de pousos forçados até acidentes aéreos. “Pousos forçados, estragos na fuselagem, atraso de voos e, claro, pode acontecer um acidente maior se os animais se aproximarem dos motores, o que pode gerar mortes em decorrência disso”, explicou. Uma decisão judicial determinou a elaboração e execução imediata de um Plano de Gerenciamento de Risco Aviário (PGRA), com monitoramento sistemático e espantamento das aves. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, medidas de mitigação incluem: Monitoramento da fauna para evitar aproximação; Gestão ambiental com modificação de habitats nos arredores para torná-los menos atrativos para as aves; Tecnologias de detecção com uso de radares e outros dispositivos para evitar colisões; Uso de aves de rapina, gaviões treinados para afastar pássaros grandes, como urubus e carcarás. Para a Abrema, a solução definitiva é o fechamento do aterro e a abertura de um outro local onde o cobrimento dos resíduos terá uma frequência que impede a chegada das aves. "Ali não é possível licenciar, segundo a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás”, explicou. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/06/23/bird-strike-entenda-risco-de-avioes-baterem-em-urubus-em-goiania.ghtml


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